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domingo, 15 de agosto de 2010

Comunidade Do Grêmio Estudantil No Orkut



Pessoal,A comunidade foi criada no orkut,na época das eleições,onde concorríamos pela chapa 3"Quem vem com tudo não cansa". A comunidade possui vários membros,porém poucos participam dos tópicos e discussões,entrem @cessem e discutam sobre nossa escola,exerça o seu poder de expressão.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Da unidade vai nascer a novidade

Os alunos, com o ímpeto de revolucionar a consciência de seus colegas e tornar o colégio um ambiente no qual, de fato, cidadãos sejam formados, arregaçou as mangas e soltou a proposta: Chapa Elefante Vermelho. Foi assim, que depois de muita luta, o Grêmio finalmente renasceu no Elefante Branco.

Dignamente o batizamos de Grêmio Honestino Guimarães, mas muitos ainda não fazem idéia do porquê dessa homenagem. E com o maior prazer a gente explica.

Honestino Guimarães foi um revolucionário nascido e enterrado durante a ditadura militar – consideramos ‘nascer’ aqui, porque sem dúvida foi devido a ditadura que ele criou ideais, fincou raízes, se tornou homem. Estudou aqui no Elefante, na UnB, presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes) duas vezes – uma dessas clandestinamente –, foi perseguido e preso, com certeza sofrendo maus bocados nas mãos dos militares e do governo. Mas de fato, ele se tornou muito mais que isso. Se tornou uma figura a ser lembrada, uma fonte de inspiração para movimentos e uma história de vida que vale a pena ser conhecida.

Inspirados nessa trajetória, o Grêmio vai muito mais além do que apenas um espaço para debate. Trazemos propostas culturais diversificadas, visando principalmente a interação sócio-cultural dentro do ambiente estudantil. Estamos levantando a bandeira da arte, da ecologia, dos esportes, da qualidade educacional, da interatividade, da diversidade e principalmente da crença na capacidade que temos de mudar a nossa realidade.

Faça parte dessa mudança também! Comece agora mesmo a se ajudar dando um pulinho lá na sala do Grêmio e expondo suas idéias.

Destrinchando

No 2° Vestibular da UnB, o Elefante galgou a marca de 4 aprovações dos alunos dos terceiros anos. Congratulando a equipe de professores e aos mais novos calouros, ainda assim, fica a pergunta: Porque apenas 4 alunos passaram?

Em entrevista com o professor Klinger Ericeira, a resposta foi simples e clara: Há uma cultura organizacional que contribui para uma intencionalidade no sentido de fazer com que a escola e seu objetivo primordial não funcionem. Traduzindo: Eles não estão nem aí, e nós fingimos que está tudo bem.

Será que suspender o início das aulas quase 2 dias antes do dia 27/07 foi realmente uma medida preventiva? Será que entregar meia dúzia de vidros de álcool e papeis realmente nos dá segurança? Como serão repostas essas aulas? Perder aulas com palestras com um certo tom religioso contribui para nosso aprendizado ou para a nossa catequização? As respostas todos nós podemos encontrar, basta querer.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Além do Elefante

Dizem que os estudantes foram uma peça fundamental na luta contra a ditadura militar, contra o Collor de Mello, contra a privatização de algumas de nossas empresas públicas e... O que mais? Será que o movimento estudantil se restringe somente a fatos tão profundos quanto a nossa própria história?

Dos dia 15 a 19 de julho do presente ano, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e demais agremiações provaram que não. Ao menos em tese, a pauta do 51° Congresso da UNE foi bem ampla e pragmática: Assistência estudantil como o ProUni e o FIES, o uso dos recursos do Pré-Sal, reforma universitária, Passe-livre, meio-ambiente, cultura, movimentos sociais, entre outros. Assim também, pela primeira vez contaram com a participação de um presidente da república, o então Luís Inácio Lula da Silva. Pomposidade à parte, isso demonstra que ou estamos cada vez mais próximos da tão falada democracia, ou eles têm um excelente assessor político.

O que dá alegria mesmo de contar é que em quase 8 anos de ProUni, cada vez mais pobres, pretos, pardos, estudantes de escolas públicas podem sonhar com o diploma do curso superior, e mesmo não sendo gritando nas ruas ou levantando bandeiras de protesto, eles podem sim, construir um país melhor. Nas universidades, nos DCE's, nas uniões da vida, quem disse que sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil.

domingo, 28 de junho de 2009

Primeiros Projetos

Sexta-feira (dia 26) o Grêmio tentou divulgar os primeiros projetos que colocaremos em prática e que já estão quase prontos, com o intuito de deixar os alunos cientes de que o Grêmio já está na ativa e precisa de toda ajuda possível, porque senão algumas coisas não vão sair do papel.

O que se deu sexta-feira, no turno vespertino (que eu relataria com todos os fatos sórdidos), me soa tão estúpido que estou quase desistindo. O que importa saber é que aquela velha história de "ninguém nunca está satisfeito com nada" é a mais pura verdade.

O Grêmio recebeu críticas por ser 'exclusivo' em relação ao vespertino e noturno, disseram a nós que precisávamos incluir os outros turnos no nosso trabalho – o que, obviamente, nós já sabíamos. E não me refiro as Eleições, pois em momento nenhum o Grêmio, de fato, deixou algum dos turnos de lado. Mas o que acontece quando a gente começa a entrar em atividade? Tá, não só isso. O que acontece quando tentamos fazer qualquer coisa dentro da escola? Sempre surge alguém com um NÃO PODE ou ESTÁ ERRADO. Por favor, né?

Acho que o que falta realmente é comunicação, não só do Grêmio para com os outros, mas de todos para com o Grêmio. Falta também o interesse de ficar sabendo, poxa! O interesse de participar! Há membros presentes na escola de manhã e de tarde (ainda não a noite), quase todos os dias da semana! Aonde? Na sala do Grêmio (dentro da Biblioteca). E tem gente que ainda não sabe disso! Mas, a culpa é nossa? Claro que não! Nós com certeza divulgamos. Se você precisa de uma informação, você procura por ela. Procurem por nós, então. Perguntem a Diretora sobre o Grêmio, reclamem com a Diretora sobre o esconderijo que ela nos arrumou.

Reclamem por educação, reclamem por cultura, por recursos! Reclamem por projetos, por suporte, por ajuda.
Reclamem e
clamem por Liberdade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O avanço do Neoliberalismo na Educação Pública

O neoliberalismo se apresenta como uma ótima alternativa política e econômica para as elites do globo, influindo assim em toda vida social dos povos, estudantes e trabalhadores. Apesar de ela estar baseada no antigo pensamento burguês, o Liberalismo, este agora consegue ser mais radical. Acontece que nas últimas três décadas, por conta de um período de estagnação financeira, a organização da produção capitalista mundial sofreu uma reorientação para manter e ampliar sua margem de lucros, a dita fase da acumulação ultra-monopolista. Mas o que isso tem a ver com nossa educação em Brasília e no Brasil?

O ensino público está inserido neste contexto geral, e se torna ponto estratégico para o mercado. É justamente nas escolas (desde o ensino fundamental, ao superior) que boa parte do conhecimento é produzido, e este conhecimento é peça chave aos capitalistas para o desenvolvimento empresarial hoje em dia.

Os governos federais, desde Collor, FHC... estão comprometidos com essa política. Em Brasília, Arruda está fazendo corretamente o dever de casa que o Neoliberalismo dita. As características deste modelo político-econômico para o ensino é, primeiro, o assemelhar a uma questão empresarial, onde o máximo de “eficácia”, “produtividade” e “desempenho” será cobrado. Estabelecer “rankings” entre as escolas e oferecer “gratificações” àquelas que mais se destacarem e atingirem certos índices, como o IDEB e o SIADE (este localmente), é prática obrigatória dos governos neoliberais. Estes índices medem normalmente taxas de aprovação, repetência, defasagem idade-série, desempenho individual, notas médias, evasão escolar. O pior disso, fora a desleal e antiética competição entre escolas e professores, que já se encontram em tremenda desigualdade de condições estruturais e pedagógicas para o ensino, é que todos esses índices e suas metas estão pautados em um único critério e interesse: formação do mercado de trabalho, ou seja, aumento da produtividade capitalista!

E mais, ao final sabemos que todos estes índices e metas que devem ser alcançados se tornam meras estatísticas. A categoria dos professores, principalmente, sabe bem o que é “ter que aprovar um aluno”. Afinal, projetos como Gestão Compartilhada e o PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira) exigem justamente estes “resultados” e “objetivos” das escolas que fazem adesão. Ambos os projetos, além de tornar super burocráticos e restrito as eleições de novos diretores, prevêem basicamente que estas direções executem a política educacional elaborada pelo próprio GDF, através de um termo de compromisso assinado com a escola. Em Brasília, Arruda já garantiu a disputa que “recompensará” os funcionários das escolas que atingirem as metas do IDEB e SIADE, o novo projeto se chama Pró-Prêmio de Mérito pelo Desempenho Escolar, e já está sendo contestado por vários professores.

Mas a maior característica do neoliberalismo no Ensino é submetê-lo diretamente aos interesses do mercado. Um ótimo exemplo é o que fez a revolução científico-tecnológica. Hoje as empresas exigem mão de obra bastante especializada, pois sem a qual não será possível obter uma produtividade que satisfaça sua expectativa de lucros. Assim, podemos ver várias escolas, por intermédio de empresas e governos, dando maior ênfase em disciplinas como matemática, comunicação, etc. Em contrapartida, áreas do conhecimento menos requisitadas pelo mercado vão sendo desvalorizadas, deixadas de lado.

Projetos como o Ciência em Foco ou PROINFO, exemplificam o caso. São parcerias público-privadas (PPP’s) que o governador Arruda fez localmente com o instituto SANGARI e com a multimilhonária microsoft. Esta última possui inclusive vínculo na área da Educação com mais de dez estados brasileiros, mediado pelo MEC. A abertura para o investimento empresarial, bastante incrementado com verba pública, diga-se de passagem, nas escolas e universidades, é uma clara inversão das prioridades educacionais, pois transfere para fins privados o que deveria atender nossos interesses sociais.

A lógica perversa do modelo neoliberal para o ensino é justamente tratá-lo, pela sua capacidade de gerar conhecimento, como força matriz e eixo de transformação produtiva do desenvolvimento capitalista. Ou seja, o ensino se torna cada vez mais alvo da burguesia, pois esta o pensa como um bem econômico necessário ao aumento da sua produção, e portanto, do seu lucro.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Grêmio Honestino Guimarães


Depois de tanta luta, o Grêmio finalmente renasce no Elefante Branco. Sua trajetória até aqui é no mínimo digna de algumas boas páginas. Os alunos com o ímpeto de revolucionar a consciência de seus colegas e tornar o colégio um ambiente no qual de fato cidadãos sejam formados, compõe em sua essência o objetivo principal do Grêmio - o qual foi dignamente batizado de Grêmio Honestino Guimarães. Agora, com o amparo de leis especiais de apoio ao Grêmio os alunos podem fazer valer suas opiniões.

Muito além de um espaço para debate, o novo Grêmio traz uma prosposta cultural muito atraente, visando principalmente a interação cultural dentro do ambiente estudantil. Levantando a bandeira da arte, da ecologia, da qualidade educacional, da interatividade e principalmente da crença na capacidade que temos de mudar a nossa realidade. Todos fazemos parte do Grêmio, todos somos o Grêmio.