Unir a Juventude Brasileira: “Se o presente é de luta, o futuro nos pertence”! Che Guevara
As entidades estudantis, as juventudes do movimento social, dos trabalhadores/as, da cidade, do campo, as feministas, as juventudes partidárias, religiosas, LGBT, dos coletivos de cultura e das periferias se unem por um ideal: avançar nas mudanças e conquistar mais direitos para juventude.
É preciso denunciar o extermínio da juventude negra e das periferias a quem o estado só se apresenta através da violência. O mesmo abandono se dá no campo, que alimenta a cidade e segue órfão da Reforma Agrária e dos investimentos necessários à permanência da juventude no campo, de onde é expulsa devido à concentração de terras, à ausência de políticas de convívio com o semiárido. Já na cidade, a juventude encontra a poluição, a precarização no trabalho, a ausência do direito de organização sindical, os mais baixos salários e o desemprego, fatores ainda mais graves no que diz respeito às jovens trabalhadoras.
Essa é a dura realidade da maioria da População Economicamente Ativa no país, e não as mentiras da imprensa oligopolizada, que foi parceira da ideologia do milagre brasileiro e cúmplice da ditadura, ao encobrir torturas e assassinatos e sendo beneficiária da monopolização ainda vigente. É coerente que ela se oponha à verdade e à justiça, que se cale ante as torturas e ao extermínio dos pobres e negros dos dias de hoje, que busque confundir e dopar a juventude, envenenando a política, vendendo-nos inutilidades, reproduzindo os valores da violência, da homofobia, do machismo e da intolerância religiosa. mas eles não falam mais sozinhos: estamos aqui pra fazer barulho.
Queremos cidades mais humanas em vez de racismo, violência e intolerância. Queremos as garantias de um estado laico, democrático, inclusivo, que respeite os Direitos Humanos fundamentais, inclusive aos nossos corpos, à liberdade de orientação sexual e à identidade de gênero, num ambiente de liberdade religiosa.
Queremos reformas estruturais que garantam um projeto de desenvolvimento social e que abram caminhos ao socialismo. Lutamos por um desenvolvimento sustentável, solidário, que rompa com os valores do patriarcado, que assegure o direito universal à educação, ao trabalho decente, à liberdade de organização sindical, à terra para quem nela trabalha e o direito à verdade e à justiça para nossos heróis mortos e desaparecidos.
Para enfrentar a crise é preciso incorporar a juventude ao desenvolvimento do país. Incluir o bônus demográfico atual exige uma política econômica soberana que valorize o trabalho, a produção, o investimento e as políticas sociais, e não a especulação. Esse é o melhor cenário para tornar realidade os direitos que queremos aprovados no estatuto da juventude.
Iniciamos aqui uma caminhada de unidade e luta por reformas estruturais que enterrem o neoliberalismo e resguardem a nossa democracia dos retrocessos que pretendem impor os monopólios da mídia, ou golpes institucionais como os que ocorreram no Paraguai e em Honduras.
Desde essa histórica Plenária Nacional, unidos e cheios de esperança, convocamos a juventude a tomar em suas mãos o futuro dos avanços no Brasil, na luta pelas seguintes bandeiras consensualmente construídas:
Educação: financiamento público da educação
1.1. 10% PIB para Educação Pública
1.2. 100% dos royalties e 50% do fundo social do Pré-sal para Educação Pública
2% do PIB para Ciência, Tecnologia e Inovação
Por uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa
Democratização do acesso e da permanência na universidade
Pela expansão e a qualidade da educação do campo
Cotas raciais e sociais nas universidades estaduais
Curricularização da extensão universitária
Regulação e ampliação da qualidade, em especial, do setor privado
2. Trabalho – trabalho decente
Redução da jornada de trabalho sem redução de salário! 40 horas já!
Condições dignas de trabalho decente
Políticas que visem a conciliação entre trabalho, estudos e trabalho doméstico
Direito de organização sindical no local de trabalho
Contra a precarização promovida pela terceirização
Pela igualdade entre homens e mulheres no trabalho e entre negros/as e não negros/as
Por avanços na democracia brasileira - Reforma Política
Pela Reforma política
Combate às desigualdades sociais e regionais
Contra a judicialização da politica e a criminalização dos movimentos sociais
Pela auditoria da Divida Publica
Contra o avanço do capital estrangeiro na aquisição de terras e na Educação
Reforma agrária
Aprovação do Estatuto da Juventude
4. Diretos sociais e humanos: Chega de violência contra a juventude
Contra o extermínio da juventude negra
Contra a redução da maioridade penal
Garantia do direito à Memória, à Verdade e à Justiça e pela punição dos crimes da Ditadura
Garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, como à autonomia sobre o próprio corpo e o combate à sua mercantilização, em especial das jovens mulheres
Pelo fim da violência contra as mulheres
Pela mobilidade urbana e o direito à cidade
Pelo direito da juventude à moradia
Desmilitarização da policia
Respeito à diversidade sexual, aos nomes sociais e criminalização da homofobia
Apoio à luta indígena e quilombola e das comunidades tradicionais
Contra a internação compulsória e pelo tratamento da dependência química através de uma política de redução de danos
Pelo direito ao lazer à cultura e ao esporte, inclusive com a promoção de esportes radicais
5. Democratização da comunicação de massas
5.1. Universalização da internet de banda larga no campo e na cidade
5.2 Políticas públicas para grupos e redes de cultura
5.3 Apoio público para os meios de comunicação da imprensa alternativa
Apoio ao movimento de software livre
Assinam este documento: ABGLT, ANPG, APNS, ASSOCIAÇÃO CULTURAL B, BARÃO DE ITARARÉ, CONAM, CONEM, CONTAG, CONTEE, CONSULTA POPULAR, CTB, CUT, ECOSURFI, ENEGRECER, FEAB, FEDERAÇÃO PAULISTA DE SKATE, FORA DO EIXO, JPL, JPT, JUFRA, JUVENTUDE REVOLUÇÃO, JSB, LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, MMM, MST, NAÇÃO HIP HOP, PASTORAL DA JUVENTUDE,.PJMP, PJR, PCR, REJU, REJUMA, UBES, UBM, UJS, UNE, OCLAE, UNEAFRO, UNEGRO,.UPES, VIA CAMPESINA.
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quarta-feira, 27 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
CARTA: CONVOCAÇÃO DA JORNADA NACIONAL DE LUTAS - 2013
Recife, 21 de Janeiro de 2013
O desafio de 2013 e a qualidade da educação, isso significa uma escola conectada com o século 21 e o desenvolvimento nacional, com participação e democracia, professores valorizados e currículo que permita aproveitar as vocações locais. Não podemos pensar nessa escola sem pensar num investimento robusto, por isso a UBES tem se colocado na linha de frente da luta por um financiamento a altura da escola necessária para esse novo Brasil, entre passeatas e twitaços, passagens em salas de aula e atos, aprovamos por UNANIMIDADE na Câmara dos Deputados, nos marcos do PNE, o direcionamento dos 10% do PIB para a educação. Encerramos o ano com chave de ouro com a Medida Provisória que prevê 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré sal investidos em educação, sendo encaminhada pela Presidenta Dilma ao Congresso Nacional, como estratégia para atingir os 10% do PIB.
Ocupar as ruas, conquistar 10% do PIB para a educação!
O Brasil vive um momento ímpar, as cotas são realidade, conquistamos a meia entrada na Copa, descobrimos o pré sal e as vésperas de consolidar a histórica bandeira dos 10% do PIB investidos em educação, a UBES completara 65 anos com a honra de trazer consigo as mais nobres lutas da juventude. Somos herdeiros da campanha O Petróleo é nosso, somos os que não se curvaram às ditaduras, carregamos em nosso DNA a luta em defesa da democracia e soberania nacional, o DNA dos que ocuparam as ruas com caras pintadas. Temos orgulho de ser a turma que lutou contra o retrocesso neoliberal e que construiu um novo tempo pro Brasil, mas se é verdade que o nosso país mudou, também é verdade que queremos e podemos muito mais!
O desafio de 2013 e a qualidade da educação, isso significa uma escola conectada com o século 21 e o desenvolvimento nacional, com participação e democracia, professores valorizados e currículo que permita aproveitar as vocações locais. Não podemos pensar nessa escola sem pensar num investimento robusto, por isso a UBES tem se colocado na linha de frente da luta por um financiamento a altura da escola necessária para esse novo Brasil, entre passeatas e twitaços, passagens em salas de aula e atos, aprovamos por UNANIMIDADE na Câmara dos Deputados, nos marcos do PNE, o direcionamento dos 10% do PIB para a educação. Encerramos o ano com chave de ouro com a Medida Provisória que prevê 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré sal investidos em educação, sendo encaminhada pela Presidenta Dilma ao Congresso Nacional, como estratégia para atingir os 10% do PIB.
Estamos na cara do gol, frente a frente com o goleiro, não podemos vacilar. Recaem sobre os
nossos ombros os sonhos de gerações. Nossa luta e mobilização nos trouxeram até aqui e
devem ser nossa principal arma ate a vitória final. Por isso, mais uma vez, a UBES convoca os
estudantes brasileiros a honrar nossas tradições, invadir as ruas de cada cidade e transformar
os rumos da nossa nação.
“10% do PIB pra educação
A Câmara aprovou e não abrimos mão!”
quarta-feira, 27 de julho de 2011
17 Alunos do CEMEB Aprovados no 2º Vestibular 2011 da UNB.
Depois da publicação do resultado do 2º vestibular de 2011 os alunos procuram meios para conseguir o diploma do ensino médio a tempo para efetuar a matrícula na UNB,porém,os mesmos tiveram que enfrentar uma dura luta judicial para conseguir um mandado judicial para o conselho de classe do Elefante Branco aplicar uma avaliação para os mesmos terem em mãos o seu certificado de conclusão. Não foi fácil pois o conselho se reuniu para emitir os certificados apenas na sexta feira 22 de Julho(prazo que diversos alunos teriam para se inscreverem).
A luta para conseguir o mandado de segurança e o certificado não foi fácil,pois o conselho de educação do DF fez uma norma em Dezembro de 2010,exigindo que os alunos que cursassem o 3º ano do Ensino Médio tivessem ao menos 75% de presença de todo o ano letivo para ingressar no ensino superior,como o vestibular ocorreu em Junho isso não seria possível. O mesmo Conselho mandou uma nota para todas as escolas enfatizando e impondo aos diretores e professores que não emitissem o certificado para os alunos aprovados em vestibulares. Os Alunos procuraram o mais rápido possível a defensoria pública em busca da citação judicial para os conselhos de classe dos respectivos colégios liberarem os diplomas,assim como a Defensoria da União para poder conseguir o mandado de segurança(documento que prolonga a data de inscrição do aluno),em efeito desses atos alguns alunos tiverem seus pedidos negados pois eram juízes diferentes que julgavam as causas,assim como na união que exigia que a família do aluno tivesse no máximo uma renda de 6 salários mínimos. Outra saída seria procurar o CETEB colégio que emite um certificado do E.M com uma "prova" comprada por nada mais nada menos do que 2.500 reais,em efeito disso poucos alunos de ensino público procuraram este colégio,em sua maioria muitos que não poderiam pagar,e por outra parte os que não queriam, optando pela iniciativa judicial. Depois desses tais episódios os alunos do Elefante Branco que tiveram seus pedidos negados ou não procuram um advogado contratado pela presidente do grêmio Patrícia,o mesmo não cobrou taxa dos demais alunos, entrando com uma ação contra o CEMEB com o intuito do mesmo emitir o certificado do E.M e ao mesmo tempo em busca do mandado de Segurança.Entre os Alunos que conseguiram ganhar a causa da justiça e os que não conseguiram o certificado foi emitido pelo Conselho De Classe do Cemeb depois de muito diálogo e protesto com advogados/alunos/professores.
Sendo assim os Alunos que já estavam com suas declarações de conclusão do E.M em mãos procuraram a UNB para efetivar a matrícula na segunda feira 25 de Julho.O processo para a matrícula não foi muito satisfatório pois a UNB não aceitou a matrícula de todos os 17 aprovados,os aluno em que o dia da inscrição era sexta feira dia 22 como o caso dos aluno Túlio que foi aprovado em Agronomia e Wesley que foi aprovado em Biblioteconômia,porém a aluna Ingreth que foi aprovada em Serviço Social quando foi efetivar sua matrícula foi exigido da mesma a citação judicial que foi concedida para o colégio aprova-la no ensino médio,sendo que sua matrícula era no próprio dia 25.Infelizmente o aluno Vinicius aprovado em geografia não conseguiu efetivar sua matrícula pois o seu pedido foi negado pelo juiz,é revoltante pois tantos alunos como ele foram aprovados no vestibular e não conseguiram sua matrícula.
Depois desses tantos episódios e da luta árdua dos alunos para poderem ingressar em uma Universidade Pública de qualidade fica a revolta contra o Sistema de Educação do Distrito Federal,Secretaria de Educação,Conselho de Educação,pois,os mesmos não praticam uma política a favor do ensino público do DF e de seus estudantes,privilegiando empresários e donos de colégios particulares,como foi o caso da criação dessa norma.Muitos Estudantes não conseguiram efetivar sua matrícula na UNB, destruindo assim sonhos de jovens e de seus familiares pois não conseguiram ganhar a causa na justiça.Tal norma criada pelo conselho de Educação do Df não pode ferir a lei de Diretrizes e Bases da educação,que permite que o aluno avance de série com o aval de seus professores.
Se o Aluno é aprovado em um dos mais difíceis vestibulares do país significa que ele tem sim pré-requisitos para cursar o Ensino Superior Público mesmo que esteja cursando o 3º Ano.
Agradecimento Especial aos professores (em sua maioria) que desde o começo foram a favor de dos alunos aprovados para o ingresso na UNB,e também aos pais dos alunos que lutaram durante toda uma semana buscando diversas formas para que seus filhos pudessem ingressar na Universidade de Brasília. Esperamos que essa tal norma que impede os alunos seja barrada,e que os próprios alunos exijam e busquem recursos judiciais ou em seus próprios colégios,querermos mostrar que a UNB tem que ser ocupada pelos Estudantes de Escolas públicas,pois os mesmos conseguem a aprovação nos vestibulares mesmo diante do ensino precário e decante em que se encontra o Distrito Federal.
Lista Dos 17 alunos Aprovados:
Raquel Sampaio(Pedagogia), Gabriela ( procaremos saber o curso) , Joana (Letras) , Wanessa Oliveira (Letras), Thialei (Engenharia), João Carlos (Letras), Camila (Letras), Ingreth Da Silva A (Serviço Social), Wesley (Biblioteconomia) , Patrícia de Matos (Pedagogia), Felipe Andrade (Letras) , Vinicius Naru (Geografia), Sarah (Letras) Lucas Engenheiro (Engenharia) Túlio (Agronomia), Ariane (Serviço Social) e a Wellismara (Arquivologia).
Créditos fotos: Sarah Santana
Reportagem Record Brasília: http://recordbrasilia.com/signet/site/videos/visualizar/1433sexta-feira, 1 de julho de 2011
Ato contra a Não liberação dos estudantes para o 2º Vestibular da UNB de 2011!
Ato contra a não liberação dos estudantes para o
vestibular da UnB - UBES-DF URGENTE!!!
vestibular da UnB - UBES-DF URGENTE!!!
Foi decidido na última reunião da UBES-DF, com a presença de
representantes de 10 escolas do DF, realizada dia 28 de junho de 2011 às 14hs
na Escola Normal de Brasília, que os estudantes do DF irão fazer um abaixo
assinado e um protesto no dia 5 de julho de 2011(terça-feira) a partir das 12hs
até às 13h 30, na Secretaria de Educação do DF(SGNA 607 - projeção D - Brasilia - CEM Perto do Paulo Freire
),contra a não liberação dos estudantes de 3º ano que forem aprovados no 2ª vestibular da UnB de
2011. Por enquanto, não terá nenhum ônibus para o ato, então é necessário envolver
principalmente a galera do 3º ano. Obs: O abaixo assinado será entregue no dia
do ato. Não irá ninguém da UBES em nenhuma escola. Conto com a colaboração de
todos os estudantes!!!
representantes de 10 escolas do DF, realizada dia 28 de junho de 2011 às 14hs
na Escola Normal de Brasília, que os estudantes do DF irão fazer um abaixo
assinado e um protesto no dia 5 de julho de 2011(terça-feira) a partir das 12hs
até às 13h 30, na Secretaria de Educação do DF(SGNA 607 - projeção D - Brasilia - CEM Perto do Paulo Freire
),contra a não liberação dos estudantes de 3º ano que forem aprovados no 2ª vestibular da UnB de
2011. Por enquanto, não terá nenhum ônibus para o ato, então é necessário envolver
principalmente a galera do 3º ano. Obs: O abaixo assinado será entregue no dia
do ato. Não irá ninguém da UBES em nenhuma escola. Conto com a colaboração de
todos os estudantes!!!
Quem não recebeu o abaixo assinado responde o recado.
A UBES somos nós, nossa força e nossa voz!!!!!
Dúvidas ou sugestões:
André João Costa
Diretor da
UBES-DF(União Brasileira dos Estudantis Secundaristas)
UBES-DF(União Brasileira dos Estudantis Secundaristas)
Blog: ubesdodf.blogspot.com
Celular: 92530474
O Grêmio Honestino Guimarães apóia essa luta,pois entendemos que os estudantes que forem aprovados no vestibular já estão preparados consequentemente a cursar o ensino superior pois no vestibular é cobrado que o aluno domine todo o conteúdo do ensino médio!
O edital do 2º vestibular de 2011 da UNB não consta nada que sobre a norma do MEC que diz que os estudantes têm que ter ao menos 75% de frequência no 3º ano para poder Ingressar na Unb,indicamos que se a caso você estudante passar no vestibular que imprima o Edital e leve-o junto com o documento que mostre a aprovação no vestibular e leve ao Ministério Públicompedindo assim um mandato de segurança para poder iniciar seus estudos na universidade no 2º semestre,contamos com o apoio para o ato,vamos a luta!
Marcadores:
unb vestibular ubes elefante branco educação
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas.
Passando pelos corredores da escola, imaginamos como ela já foi algum dia. Ouvindo relatos de quem já passou por aqui, a impressão que dá é a de que essa já foi uma outra escola. Tinha 5.000 estudantes, ensino técnico, matérias optativas e laboratórios que eram sempre utilizados. Os estudantes podiam aprender eletrônica, estudar sociologia, cálculo ou fazer poesia. Aqui ainda não tinham grandes.
Fica uma dúvida na cabeça da gente sobre o porquê do Elefante ter sido tão deteriorado. Será que foi o aumento de matrículas ? Será que o Estado não teve verbas para manter um projeto tão avançado de ensino? Na nossa opinião, o que mudou foi o olhar que os responsáveis pelo ensino público adotaram ultimamente.
Nos últimos tempos, o sistema educacional brasiliense não estava cumprindo a função social que deveria cumprir. Sem estimular a democracia e sendo ineficiente quando o assunto é a formação cidadã da nossa população. A educação, assim como outros setores, encontra-se quase que totalmente privatizada, prestando serviço à uma lógica mercadológica que, certamente, não está a favor da construção de ensino capaz de colocar o Distrito Federal em outro nível de desenvolvimento, que distribua renda e conte com forte participação popular.
Nos inspiramos na história dos que por aqui passaram e lutaram por democracia, por entender que ela é estruturante quando falamos de transformação social. Grandes nomes do movimento estudantil, como Honestino Guimarães, começou sua militância no Elefante Branco, lutando por um novo modelo de sociedade que se antagoniza com a lógica que regeu a condução do nosso país e foi a grande responsável pela construção de uma sociedade com gigantescas fraturas sociais.
Não sejamos tão pessimistas, é claro. A intenção aqui não é dizer que tudo está errado e acabado. Muito pelo contrário... é apontar as falhas na tentativa de desvelar o caminho certo e, o caminho certo, na nossa concepção, de estudantes militantes e que participam da vida escolar, seja no grêmio ou qualquer outro espaço, é a de que, só investindo na educação pública e democratizando-a, construiremos uma outra realidade.
O Elefante que queremos não é utópico, se não extremamente possível. Não está muito longe do nosso sonho de escola brasileira e de outra realidade. O Elefante que a gente quer tem liberdade, aquela liberdade de pensar além … O Elefante que a gente quer não é limitador, mas sim libertário. Ele dá espaço para a criatividade e para o fortalecimento de valores mais humanos. Ele não só forma o indivíduo para o mercado, mas vai mais além disso: nos prepara para a vida, para a vivência social. Ele tem uma estrutura que possibilite a realização de diversas atividades e aproveita o potencial didático dos docentes que por aqui passam e, talvez, se sintam tão limitados como nós. É uma escola bem estruturada no sentido de entender que o povo tem o direito de ter acesso aos bens que por ele é produzido.
Queremos uma escola que não leve em consideração este preconceito arcaico de que juventude é mera fase de transição, mas que nos entenda como sujeitos. Só assim não enfrentaremos tanta dificuldade na hora de exercer aquilo que já nos é nato: o caráter de agente transformador que o jovem sempre teve.
É certo que ainda enfrentamos muitas dificuldades. Na luta contra a lógica privatista, mercadológica e tecnicista que há algum tempo é hegemônica no Distrito Federal, nos fortalecemos enquanto juventude protagonista. E é de forma responsável, tendo bem claro o nosso ideal, articulando-o com a nossa realidade, que atuamos diariamente para transformá-la.
Portanto, nosso desejo é viver numa escola bem diferente. Em uma escola democrática e libertária. Mas, para tanto, acreditamos veementemente que uma escola assim só se constrói a partir das bases sociais, ou seja, com a participação cada vez maior da comunidade escolar. É se libertando que a gente constrói a liberdade. É com democracia que a gente constrói um mundo diferente.
Fica uma dúvida na cabeça da gente sobre o porquê do Elefante ter sido tão deteriorado. Será que foi o aumento de matrículas ? Será que o Estado não teve verbas para manter um projeto tão avançado de ensino? Na nossa opinião, o que mudou foi o olhar que os responsáveis pelo ensino público adotaram ultimamente.
Nos últimos tempos, o sistema educacional brasiliense não estava cumprindo a função social que deveria cumprir. Sem estimular a democracia e sendo ineficiente quando o assunto é a formação cidadã da nossa população. A educação, assim como outros setores, encontra-se quase que totalmente privatizada, prestando serviço à uma lógica mercadológica que, certamente, não está a favor da construção de ensino capaz de colocar o Distrito Federal em outro nível de desenvolvimento, que distribua renda e conte com forte participação popular.
Nos inspiramos na história dos que por aqui passaram e lutaram por democracia, por entender que ela é estruturante quando falamos de transformação social. Grandes nomes do movimento estudantil, como Honestino Guimarães, começou sua militância no Elefante Branco, lutando por um novo modelo de sociedade que se antagoniza com a lógica que regeu a condução do nosso país e foi a grande responsável pela construção de uma sociedade com gigantescas fraturas sociais.
Não sejamos tão pessimistas, é claro. A intenção aqui não é dizer que tudo está errado e acabado. Muito pelo contrário... é apontar as falhas na tentativa de desvelar o caminho certo e, o caminho certo, na nossa concepção, de estudantes militantes e que participam da vida escolar, seja no grêmio ou qualquer outro espaço, é a de que, só investindo na educação pública e democratizando-a, construiremos uma outra realidade.
O Elefante que queremos não é utópico, se não extremamente possível. Não está muito longe do nosso sonho de escola brasileira e de outra realidade. O Elefante que a gente quer tem liberdade, aquela liberdade de pensar além … O Elefante que a gente quer não é limitador, mas sim libertário. Ele dá espaço para a criatividade e para o fortalecimento de valores mais humanos. Ele não só forma o indivíduo para o mercado, mas vai mais além disso: nos prepara para a vida, para a vivência social. Ele tem uma estrutura que possibilite a realização de diversas atividades e aproveita o potencial didático dos docentes que por aqui passam e, talvez, se sintam tão limitados como nós. É uma escola bem estruturada no sentido de entender que o povo tem o direito de ter acesso aos bens que por ele é produzido.
Queremos uma escola que não leve em consideração este preconceito arcaico de que juventude é mera fase de transição, mas que nos entenda como sujeitos. Só assim não enfrentaremos tanta dificuldade na hora de exercer aquilo que já nos é nato: o caráter de agente transformador que o jovem sempre teve.
É certo que ainda enfrentamos muitas dificuldades. Na luta contra a lógica privatista, mercadológica e tecnicista que há algum tempo é hegemônica no Distrito Federal, nos fortalecemos enquanto juventude protagonista. E é de forma responsável, tendo bem claro o nosso ideal, articulando-o com a nossa realidade, que atuamos diariamente para transformá-la.
Portanto, nosso desejo é viver numa escola bem diferente. Em uma escola democrática e libertária. Mas, para tanto, acreditamos veementemente que uma escola assim só se constrói a partir das bases sociais, ou seja, com a participação cada vez maior da comunidade escolar. É se libertando que a gente constrói a liberdade. É com democracia que a gente constrói um mundo diferente.
domingo, 24 de abril de 2011
Seja a mudança que você deseja ver no mundo.




Através deste texto, venho externar, ainda que sutilmente, um pouco da história da reconstrução do grêmio estudantil do Centro de Ensino Médio Elefante Branco - CEMEB, palco de resistência à ditadura militar.
Qualquer estudante que ama a história daqueles que combateram a ditadura e acredita na força da democracia, antes de estudar no Elefante, conhece bem a força combativa da nossa escola através do movimento estudantil. Quando vim estudar aqui, sonhava estudar numa escola que nos desse espaço para desenvolver nossa criatividade e nosso senso crítico, algo que sempre busquei fortalecer durante algum tempo da minha vida.
Porém, quando cheguei no CEMEB, percebi que a realidade não era bem assim. Laboratórios, que antes funcionavam a todo vapor, com professores qualificados e bem remunerados, estavam fechados, fazendo companhia ao piso desgastado e à falta de material para o trabalho didático dos professores. Estava bem clara a deterioração da estrutura da escola. Mas a coisa não parava por aí. Faltava uma coisa muito importante também: democracia. Os estudantes não participavam da vida escolar, não tinham sua opinião respeitada e, como consequência, se sentiam alheios. É como em uma aula que a gente só escuta o que o professor fala e não participa: a aula se torna desinteressante, massiva, e parece que a gente está lá forçado, não é mesmo? Bem, numa escola sem democracia, como se encontrava o Elefante, até então, não era diferente. Os estudantes se viam desinteressados, queriam ficar em casa e achavam chato tudo o que tinha na escola. A partir de então, passamos a questionar essa realidade e, através de conversas nos corredores da escola com colegas, percebemos que muitos viam a necessidade de que os estudantes participassem mais das decisões.
Para transformar qualquer realidade, é necessária a organização daqueles que a querem transformar. Sabíamos que escola não estava naquele estado porque o governo não tinha recursos, ou porque simplesmente os alunos não queriam estudar. Percebemos que, para além do problema da pouca preocupação com o investimento na educação pública, havia também pouca preocupação dos gestores no fomento da democracia dentro da escola. Conheci, pouco a pouco, aqueles que pensavam como eu e tivemos a ideia de formar um grêmio estudantil, no sentido de organizar os estudantes em torno da luta por mudanças. Não vou dizer que a priori foi fácil. Muito pelo contrário. Estava claro que a ditadura ainda tinha deixado algumas heranças e que nós teríamos que enfrentá-las. A primeira dificuldade veio quando tentamos fazer a eleição do grêmio. A direção que estava no “comando” da escola, naquela época, não queria de forma alguma que os estudantes se organizassem, achando que faríamos da escola um caos. Nós dissemos não a este preconceito e fomos à luta para organizar o tão desejado grêmio estudantil e, mesmo com algumas dificuldades, conseguimos eleger a nossa chapa, que era única.
Logo, a escola foi tomada por uma efervescência há muito tempo não vista. Entrávamos na sala de aula falando da necessidade da participação dos estudantes e incentivando-os a participarem de passeatas e manifestações que reivindicavam mais investimentos em educação. Falávamos de Honestino Guimarães, ex-líder estudantil morto durante a ditadura militar e que estudou na nossa escola. Falávamos, veementemente, da necessidade da democracia, como meio de construir um mundo diferente.
Algumas vezes ficávamos desanimados, em meio às perseguições de alguns professores e da direção. Porém, mesmo assim, sabendo da história de luta daqueles que por alí já tinham passado, insistimos em continuar. E fomos tocando o barco... vinha uma tempestade aqui, uma calmaria alí, e, no fim da gestão, percebemos que fomos os protagonistas de uma grande transformação. Os estudantes agora já não se sentiam tão desanimados, e muitos já estavam convencidos da necessidade da organização dos estudantes.
Conseguimos conquistar muita coisa. Além de termos transformado aquela rotina pedante, agora a galera tem vontade de ir para escola, porque se sente parte dela e tem uma enorme energia para fazer, como nós chamávamos, a “ressuscitação do movimento estudantil no Elefante”. Conquistamos o passe livre estudantil e participamos de grandes passeatas que exigiam o investimento de 50% do fundo social na educação. As conquistas animaram ainda mais o pessoal, que agora vê que nossos sonhos podiam, de fato, se tornar realidade.
Veio outra eleição de grêmio e, para nossa surpresa, três chapas foram escritas, com diversas propostas e com a certeza de que os estudantes tinham tomado a rédia da nossa história. O processo eleitoral foi caloroso e todo mundo se animou para confeccionar faixas, cartazes, bandeiras e conversar com os estudantes sobres as propostas. Nossa chapa foi eleita com 89% dos votos válidos e passamos a implantar um avançado projeto para fortalecer o movimento estudantil no CEMEB.
Hoje nosso grêmio é considerado um dos grêmios de maior relevância política do Brasil. Tive a oportunidade de ser eleita, num processo eleitoral nacional em 2010, parlamentar juvenil, integrando o Parlamento Juvenil do Mercosul – PJM, representando o segmento estudantil do nosso país pelo Distrito Federal. Fomos para o Rio de Janeiro, passando pela África do Sul e por Montevidéu. Participamos de vários eventos no Brasil, de congressos e ajudamos a realizar grandes jornadas de luta para exigir que a educação assuma o seu devido papel: o de colocar o povo brasileiro à frente das mudanças do nosso país, de ser estruturante quando falamos de um mundo igual, com distribuição de renda e participação popular. Mas, talvez, o que tenha nos marcado mais seja a materialização de um projeto que nos deu a certeza que o mundo ainda está muito longe de ser justo e de que um novo mundo é possível.
Faça parte dessa luta também ! Organize seu grêmio estudantil e seja mais um protagonista dessa história !
"Correndo o risco de parecer ridículo, deixem-me dizer-lhes que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor." (Che Guevara)
Patrícia de Matos - Presidente do Grêmio
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A Gestão Democrática no CEMEB realmente pode ocorrer!?
No dia 6 de Abril de 2011 ocorreu uma reunião do CEMEB com duas finalidades:para discutir sobre Gestão Democrática na Escola e depois sobre o Caso de Remoção do professor Klinger Ericeira.Nessa reunião estavam presentes grande parte dos professores do turno matutino,coordenadores,diretora,vice-diretor,assessor da diretora da DRE,alunos ,ex alunos integrantes do grêmio e ex integrantes que apoiam a volta do professor Ericeira.
No começo da reunião os ânimos estavam calmos,pois os assuntos não tinham sido discutidos profundamente,mas logo depois disso ter ocorrido os presentes perceberam o quanto foi difícil discutir e debater sobre o assunto da volta do professor Ericeira,não houve respeito na hora da fala de cada um,mas o pior de tudo isso foi ver que de 2009 para 2011 não mudou nada,os alunos,coordenadores e professores que são contra e batem de frente com o que acontece de errado e com as negligências feitas por parte da Gestão do Elefante Branco são perseguidos e tratados de modo rude e discriminante. Os alunos se sentiram constrangidos e humilhados por certos professores em meio a discussão,os mesmos dizendo que nós não temos consciência para lidar ou debater certos assuntos,o que sempre o ocorre quando os mesmo lutam contra as injustiças dentro da escola. A respeito do Professor Ericeira, a maioria dos professores coordenadores alunos e ex-alunos,ovacionaram o mesmo,lembrando e citando às várias lutas que o professor enfrentou em prol da educação de qualidade do elefante branco,ensinando sobre a importância da organização estudantil para defender os direitos dos alunos,defendendo o grêmio de todas as formas. É importante dizer que também não estamos querendo colocar a “Cabeça do Professor Substituto a prêmio" como o mesmo disse,sabemos que se o professor Ericeira voltar ele terá que ser remanejado,mas o intuito principal é lutar contra a remoção injusta que aconteceu com o professor no Elefante Branco.Pode-se notar também a emoção e revolta por partes de ambos integrantes da Comunidade Escolar,que se dedicam realmente à vários anos,algumas à mais de uma Década para melhorar e acrescentar algo bom para o Elefante Branco,percebendo o descaso com a escola e a decadência do nosso Ensino.
Após o termino da reunião,os alunos puderam perceber o que acontece sempre no Elefante Branco,negligência por parte da direção na resolução dos problemas da escola a mesma e também a falta de importância da direção em tornar o sistema de educação em algo transparente com uma Gestão democrática de fato.Os alunos,coordenadores,professores do Elefante Branco esperam que o assessor André da diretora da DRE,possa comunicar a situação lastimável da educação dentro do Elefante Branco para a Regional de Ensino,e que a Justiça seja feita à favor do professor Ericeira,e que os próximos anos e gestões sejam diferentes naquela escola,e que os alunos sejam tratados de forma igual à todos os pertencentes da comunidade escolar,e que o Elefante Branco tenha outros 50 anos de Luta organização e mobilização estudantil sempre visando a melhoria da educação de nossa escola.
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